Saudade

Verdade
é o alimento
para esta viagem
de desprendimento,
que tem por fermento,
do pão, a coragem,
ousada bagagem
para caminhar.

Coragem
pra largar a pedra
que o exemplo medra,
e não mais sozinho
já tenho um vizinho
carregando as pedras
soltas no caminho
para edificar.

E então
nasce um mundo novo
rompe a casca do ovo
de dentro do peito
e não tem mais jeito
gera em todo povo
sentimento feito
saudade do lar.

Que idade tem essa saudade
da felicidade a me encantar?
Repente que desliga a mente
e eu, tão somente, sinto sem pensar...

Avante,
que o lar me espera
sair desta esfera
em passo açodado;
e de dominado,
dominar as feras,
ser mais um soldado
desse belo altar.

E assim,
bate a estesia,
e ora, quem diria,
uma luz fulgente
brilha mansamente,
trilha se alumia
para toda gente
à casa voltar.

E o lar
de onde sou egresso,
e aqui, radicado,
pra tornar eu peço;
memores impressos
que só têm me dado
crônica saudade
de lá regressar.

Que idade tem essa saudade
da felicidade a me encantar?
Repente que desliga a mente
e eu, tão somente, sinto sem pensar... Saudade...

Adilson Gabriele



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