Era uma vez, um menino de oito anos, que achava que seu pai não gostava dele.

Perguntei-lhe: Porque você acha isto?

- Porque minha mãe é separada dele e ele não procura por mim.

Perguntei: Vocês moram longe?

- Não, ele me disse, moramos no mesmo prédio.

Respondi: Neste caso fica muito simples, procure você por ele,
toque o interfone e pergunte ao seu Pai se esta tudo bem com ele,
que você ligou porque estava com saudade.

O menino arregalou os olhos e afirmou: Mas ele é mais velho do que eu, ele nasceu
primeiro , ele que precisa fazer isto.

Respondi: O corpo dele é mais velho que você, mas existe um EU que habita nosso
Corpo que possui outra idade, certamente o seu EU é bem mais velho do que ele,
Logo, ele pode estar precisando mais de atenção do que você.

O garoto relaxou e compreendeu tranqüilamente o que eu disse,
e começou a contar uma história que ele já viera de outro planeta e lá
ele tinha poderes, que ao chegar aqui havia perdido aqueles poderes.

Eu lhe disse que ele não havia perdido todos os poderes, ele ainda tinha o poder de
Amar, que poderia amar o pai do jeito que ele era.

Ele concordou e ficou aliviado, da mente coletiva que o instigava a odiar o próprio
Pai, pois que não correspondia aos fatores emocionais da família.

Sônia Braga Urbano

 

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