O Egoísmo nas Relações Humanas


Precisamos lembrar que o planeta Terra possui energia de egoísmo, pela frequência energética que o homem criou aqui, basta olhar o panorama mundial para constatarmos essa realidade. Dessa maneira o egoísmo aparece também nas relações humanas, como psicóloga, constato essa realidade a cada dia com os clientes e até mesmo e principalmente com as crianças.


Na criança fica claro, ela sempre quer dar o troco quando se sente contrariada e no adulto é mais dissimulado, mas aparecem os sentimentos de vingança claramente nas pequenas ações, como mecanismo de autoafirmação.


A falta de afeto é brutal, é como se ao dar afeto, ocorresse o risco de contrair uma enorme divida. As pessoas regulam demais a manifestação afetiva, experimente colocar seu perfil em um site de relacionamento. Ali já esta explicita o que cada um deseja, mas o problema não é do site, apenas o site é a oportunidade de uma pesquisa da realidade humana.


Se você não tem exatamente o que querem, uma amizade afetiva não interessa, é extremamente frustrante observar essa questão, pois sabemos como seres sociais que somos, que quanto mais amigo fizer, melhor para saciar a carência, o buraco existencial que nos da a sensação de vazio. Na verdade os amigos é que saciam muito mais do que um relacionamento amoroso e, no entanto fica essa busca desenfreada na questão sexual principalmente. O que ocorre é que a oportunidade de encontro que o site promove, acaba sendo algo frustrante porque constatamos a realidade nua e crua humana nessa amostra de movimento.


Se você também tiver mais idade, ou menos idade, se não for magra, e também se não tiver muito apetite sexual, nem quero te conhecer. Fica uma mensagem exatamente dessa maneira, este é um exemplo, mas existem muitos outros pré-requisitos.


Contatei algumas pessoas por um site desses e pelo menos me diverti muito, porque só dando risada mesmo, porque passa a ser tragicomico, afinal eu dizia, quero sua amizade, mas qual me apagava rápido. Ou se intimidam comigo, por seus complexos e baixa estima que também é bem comum.


Na verdade é muito triste encarar essa realidade humana, ninguém, mas ninguém mesmo oferece-se para ajudar em alguma coisa, todos cem por cento, querem receber, querem que você resolva seus problemas e ninguém mostra em que podem te beneficiar.


É cômico, para não dizer trágico! Quando eu passava meus dotes, tudo aquilo que eu podia oferecer, eu terminava com a clássica pergunta – E o que você tem a me oferecer? A resposta é a mesma de cem por cento. Silencio, trava na voz. É necessário algum tempo, para gesticular e pensar em algo para responder, porque não é habito pensar no que se pode oferecer, mas sim no que se quer receber!


Quando se pergunta no que tem a oferecer, a pessoa logo pensa em bens materiais, nunca pensa em bens morais, como: companheirismo, carinho, atenção amizade, sexo.


Querem sexo, a grande maioria, mas mesmo querendo sexo, não existe o pensamento em dar prazer, existe sim o pensamento em receber prazer do outro, mas nunca em dar e por essa razão tanta impotência, até porque esse é um pensamento invertido, pois é “dando que se recebe”, essa é a lei da Terra, aliás, em todas as áreas da vida.


Pessoas mesquinhas, com dificuldade para pagar, para ajudar financeiramente, também só perdem, o dinheiro é escasso, difícil de ganhar. Pessoas que regulam muito o afeto, que são egocentradas, com a energia fechada, sentem-se muito mais carentes, mais vazias e assim por diante. Tudo aquilo que te falta, é porque também não dá! Pense nisso.


Dessa forma nos relacionamentos funciona a mesma lei. Primeiro pense no que tem a oferecer a alguém, para depois verificar o que pode receber, fazendo justiça consigo próprio e com o outro.


As pessoas não interagem, não trocam, não manifestam o que sentem e todos ficamos nos defendendo um do outro, quando se nos abríssemos mais para a amizade, para fazer vínculo de pessoas queridas, o relacionamento homem/mulher seria consequência e todas as pessoas que contatássemos seriam interessantes e certamente teríamos a aprender muito mais sobre nós mesmo e esse buraco existencial, diminuiria com certeza.
Precisamos uns dos outros, não para conhecer o outro, mas para nos conhecermos através do outro e assim vamos nos aperfeiçoando a cada dia nos promovendo uma linda evolução, vamos ficando mais amorosos e certamente não ficará apenas na fotografia, mas ao vivo e a cores porque sempre teremos algo a aprender um com o outro.


O relacionamento sexual deveria acontecer ou não, mas com certeza estaríamos sempre trocando muitas experiências ricas para ambos os lados. E os afoitos sexuais, deixariam um pouco a animalidade para buscar a humanidade maior das relações.
Um beijo no coração de todos.


Sonia Braga Urbano

 

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